Sexo depois dos 60 ainda é tabu? Então, acabe com isso

 

Sexo depois dos 60 ainda é tabu? Então, acabe com isso

Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, tem 72 anos de idade e ainda se movimenta no palco como um garotão. Chico Buarque, com 71, continua curtindo a vida como se ainda estivesse esperando a banda passar. Atrizes como Betty Faria (74 anos) e Fernanda Montenegro (86 anos) ainda brilham nos palcos e nas telas da TV.

Já foi-se o tempo em que jovens talentosos, como o compositor Noel Rosa ou o poeta Castro Alves, morriam de tuberculose aos 27 (Noel)  ou aos 24 anos, como o “Poeta dos Escravos”. É lógico que aqueles que abusam da sorte ou da saúde podem ter morte prematura, mas o fato é que hoje uma pessoa com 70 anos não se parece com uma pessoa que tinha a mesma idade em 1920, por exemplo.  

E a grande indagação é: por que, então, permanece o preconceito em relação ao sexo depois dos 60? Será que Mick Jagger, que já passou dos 60 há mais de 10 anos, não se relaciona mais com mulheres?

Preconceito que acomoda

O ginecologista português Joaquim Neves, em entrevista ao programa televisivo Bom Dia, Portugal, diz que esse preconceito de fato ainda existe. “As mulheres sentem-se resignadas (em não praticar sexo). Os homens preferem não abordar o assunto”. Ou seja, são os próprios supostos idosos (o que acaba soando pejorativo diante do vigor físico de que pode estar dotada uma pessoa com mais de 60 anos) que acabam, involuntariamente, contribuindo para alimentar esse preconceito.acomodados

Joaquim Neves explica que para combater esse tabu sem sentido nos dias de hoje, ele procura, como ginecologista abordar com as pacientes questões ligadas à sexualidade. Segundo ele, as mulheres têm mais informação sobre saúde e o tema sexualidade é altamente relevante, até porque a prática de um relacionamento saudável, em termos clínicos, “é importante para a saúde, pois é uma condição de bem-estar e qualidade de vida”.  

Sexualidade para toda a vida

A psicóloga Júlia Machado, do Hospital Lusíadas Porto, enfatiza que, do ponto de vista médico, o papel da sexualidade após os 60 anos é de extrema importância para a saúde física e psíquica. Evidentemente, com o passar dos anos, a prática sexual pode não ocorrer com o mesmo vigor e freqüência, o que não significa que deva ser eliminada, muito pelo contrário.

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Esse vigor e essa freqüência dependem de inúmeros fatores, entre os quais o mais evidente: a queda dos níveis hormonais. E persiste também muita desinformação a esse respeito, pois há ainda quem cerque de tabu questões como a reposição hormonal, que por sinal vem se tornando necessária cada vez com menos idade.

O que muita gente não sabe é que os baixos níveis de testosterona, por exemplo, não se refletem apenas na escassez da prática sexual, mas também na falta de disposição física, influenciando negativamente no ânimo e no humor, isto sem contar o malefício para os ossos, com o aumento da osteoporose em idade em que possíveis fraturas se tornam ainda mais perigosas e de conseqüências mais nefastas e de difícil recuperação.

 

Atenção para os hormônios

Os médicos costumam chamar a atenção para o fato de que essa recomposição dos níveis de hormônio produz o surgimento de “outra pessoa”, com mais ânimo e mais disposição para fazer as coisas, para realizações, para conquistar mais iniciativa na busca daquilo que todo mundo quer para sua vida: a felicidade.

É lógico que essa recomposição deve ser feita mediante critérios rigorosos e o acompanhamento de bons especialistas. Hoje, além de produtos naturais que estimulam a produção da testosterona, há os chamados “hormônios bioidênticos”, ou seja, que são similares aos produzidos pelo próprio organismo. Tudo depende, é bom repetir, de conhecimento e do acesso a bons especialistas.atenção

Conforme já abordamos em outros artigos e no nosso canal no Youtube, a realidade hoje é que mesmo pessoas jovens acabam apelando para o consumo das famosas “pílulas milagrosas”, que se limitam praticamente a aumentar o fluxo sanguíneo para o pênis, ampliando a capacidade de ereção. Mas essas pílulas, sim, têm reflexos negativos sobre a saúde e muitos efeitos colaterais.

O mundo está repleto de conflitos bélicos, alimentados pela indústria das armas. Talvez, ou seguramente, seja o momento de voltar à prática de um antigo slogan do mundo hippie, do qual muita gente nem se lembra ou nem sequer teve conhecimento: “Faça amor, não faça a guerra” (“Make love, not war”).

Serve também para perder peso

Além de tudo o que foi dito acima sobre os benefícios do sexo, estudiosos afirmam que a prática sexual acaba tendo outro benefício importante: o combate à obesidade.

Segundo matéria divulgada pelo site BN Saúde, “é possível perder peso com prazer”, ou seja, a atividade sexual acaba sendo uma prática que resulta em perda de peso. A constatação é da professora de sexologia Jena La Flamme

sorridenteDiz a matéria: “Autora do livro Perdendo Peso com Prazer, a norte americana acredita que perda de peso e atividade sexual estão intimamente conectadas, segundo entrevista ao The Huffington Post. De acordo com Jena, uma vida sexual ativa reduz a vontade de comer doces e outros alimentos que não fazem bem à saúde”.

Se você está privado sexualmente – diz ela –, seu corpo sentirá a falta de sexo e irá procurar prazer em outras áreas. “E é tão fácil preencher esse vazio com comida”, explicou. Ela ainda disse que, para uma vida sexual saudável, é necessário ter prazer nas relações sexuais. No caso das pessoas que não dão atenção à sexualidade, é provável que a falta seja suprida com doces. “Essa é uma parte muito importante de perder peso com prazer: abraçando sua sensualidade, bem como a sua sexualidade”.

Isso é mais um detalhe, no entanto, pois é lógico que os magrinhos e as magrinhas também terão benefícios com a prática saudável de sexo. Para todos, vale a pena repetir o slogan dos hippies: “Faça amor, não faça a guerra”.





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Recado para Youtube II

 

 

 

Um comentário em “Sexo depois dos 60 ainda é tabu? Então, acabe com isso

  • 07/08/2015 em 230920
    Permalink

    Tenho 63 anos, só que meu neto colocou 1 ano a mais. Me sinto uma gata ainda com muita disposição. Gosto muito ainda de uma carícia. Estou aqui .

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