O pecado não mora dentro de você

O pecado não mora dentro de você

Vou falar bem baixinho para ninguém ouvir: sexo não é pecado.

Você, que frequenta o nosso site e o nosso canal Recado Secreto, sabe disso.

Mas, por incrível que pareça, tem muita gente que não sabe. Ou que finge não saber.

E isso em pleno Século XXI.

Arrependimento e perdão

Vamos citar um caso hipotético para você entender o que eu quero dizer e onde eu pretendo chegar.

Vamos dizer que um dia você brigou com um grande amigo ou com uma grande amiga, perdeu a paciência e ofendeu essa pessoa.

A briga foi tão feia que depois cada um foi pra sua casa.

Você se isolou na sua casa e a sua amiga ou o seu amigo se isolou na dele.

Passaram-se algumas horas, ou até mesmo alguns dias, e você se arrependeu amargamente.

Passou a se sentir culpado pela estupidez que você cometeu e por ter provocado um choque ou até uma ruptura naquela relação que já durava muito tempo.

O que você tem vontade de fazer?

Sentimento de culpa gera atitude

Bom, aí depende. Se você for muito orgulhoso ou muito orgulhosa pode até se segurar uns dias. Manter-se distante e não falar nada.

Mas se tiver um pingo sequer de humildade vai sentir vontade de pedir perdão.

E de reatar uma amizade que poderia ter se rompido de vez com aquela ofensa estúpida.

E quando começar a ter aquele sentimento avassalador de culpa qual vai ser a sua reação? Procurar aquela pessoa para pedir perdão a ela.

E por qual motivo você foi atrás daquela pessoa?

Por causa do seu arrependimento, que surgiu do seu sentimento de culpa.

Você, que evidentemente é uma pessoa inteligente, já deve ter percebido o que eu quero dizer.

Mas eu vou prosseguir mais um pouco.

Você acredita, sinceramente, que as pessoas frequentariam as religiões se não tivessem sentimento de culpa? Ou que frequentariam de forma tão obstinada? A ponto, inclusive, como acontece com tanta gente, de se tornarem fanáticas?

Percebeu que o mecanismo é o mesmo?

O pecado não mora em você

As religiões cultivam essa história de pecado para fazer você ficar dependente delas. E para querer voltar sempre para pedir perdão.

Agora, como nós sempre frisamos, existe, lógico, o certo e o errado.

Mas o errado não é para ficar fazendo e depois ficar pedindo perdão.

O errado é para não fazer. E pedir perdão apenas quando não se conteve a ponto de perder o juízo e ofender alguém.

O que é o sexo?

O sexo não é pecado nem é erro. Mas tem muita gente que comete erro no sexo.

E os casos são inúmeros, como você bem sabe.

Estuprar é errado. Assediar é errado. Seviciar é errado. E por aí vai. Um bocado de coisas.

Mas, da mesma forma que dissemos em relação ao erro, estuprar, assediar, seviciar, e tanta coisa que associa sexo a maldade e violência, não é para ficar fazendo e depois pedir perdão. É para não fazer.

Sabe qual é o problema do chamado pecado? É que ele também criou a noção do perdão. E a pessoa, digamos assim, peca, e depois basta ir à igreja e pedir perdão.

E essa história de dizer que se arrependeu é balela. Se se arrependeu, por que faz de novo? E de novo? E de novo?

Pra ir de novo à Igreja ou ao templo que você frequenta. E pedir perdão. E pedir perdão. E pedir perdão.

E da mesma forma que o perdão é concedido com muita facilidade, o tal do pecado também é cometido com muita facilidade.

Já o erro não é para ser cometido.

Quem peca e quem erra?

Quem comete estupro, ou assédio, ou sevícia, ou pratica alguma violência, tem que pagar por isso.

Não adianta simplesmente pedir perdão.

Tem é que não errar. Tem que não estuprar nem praticar qualquer violência. Seja ela associada a sexo ou não.

Você já percebeu que muitas dessas pessoas que vivem falando em pecado estão entre as pessoas que mais cometem isso que elas chamam de pecado?

Estão aí os inúmeros casos de pedofilia cometidos por padres, de estupro e abusos sexuais cometidos por pastores, de todo tipo de violência cometido por religiosos.

E onde está o pecado em praticar o sexo com amor, com carinho, com afeição e com respeito mútuo?

Não está. Simplesmente isso.

Pecado e erotismo

A noção de pecado erotiza o sexo. Cria o proibido, que é sempre atraente. Essa noção de pecado se estende para a nudez, que também passa a ser vista como um grande pecado.

É tudo relacionado à noção de culpa.

Usar a nudez de forma errada é errado. Mas onde está o erro da nudez, se não for usada de forma errada?

O corpo de uma mulher é uma obra de arte. Eu tenho certeza, mulher, que você também encara dessa forma o corpo de um homem.

E quando a nudez está errada? Quando você usa de violência para forçar essa nudez. Quando você erotiza crianças, antes mesmo de ela atingir naturalmente a noção do que é erotismo. Quando você explora a nudez de uma criança para ganhar dinheiro.

Que pecado existe numa mulher nua? O que de errado existe numa escultura ou numa pintura de nus? A natureza criou algo indecente, imoral, a ponto de ser chamado de pecado?

É a noção de pecado que gera muitos males em sociedade. É o sentimento de culpa que gera arrependimento pelo que não está errado. É a exploração do pecado que torna o erro atraente, porque o perdão é muito fácil.

A sedução do pecado

E o pecado atrai, seduz, dá vontade de fazer. Mas depois gera o arrependimento e a culpa. A finalidade dele é que você vá à Igreja ou a qualquer outro templo. E que ninguém cometa a audácia de negar: o pecado e o perdão acabam sendo usados comercialmente, em troca de dinheiro. De muito dinheiro, por sinal.

Ah, como é bom o proibido. Vou correr atrás dele. Depois peço perdão.

Então, nunca misture sexo com religião. Não combinam. E tornam-se uma mistura explosiva.

 

 

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