Você gosta de você ou só tá fingindo?

eterno sonho

Existem muitas pessoas que confundem autoestima com falso orgulho, fingindo o tempo todo serem o que não são.

Apenas projetam na mente o que gostariam de ser e nunca realizam. E apenas citam o tempo inteiro projetos que não executam. Isto porque sonham com eles como se fossem uma realidade. Mas não se sentem capazes de realizá-los.

E isso por um motivo muito simples: a autoestima precisa ser trabalhada, pois não cai do céu.

Muitas pessoas transformam a autoestima num eterno sonho. Falam, idealizam, mas não fazem nada para realizar aquilo que projetam ser.

 

Só tem discurso

Isso pode ter muitos motivos. As pessoas muitas vezes sonham mais alto do que aquilo que, intimamente, se sentem capazes de realizar. Isso transforma a autoestima num eterno discurso, o famoso orgulho besta.

primeiro amorA vida não avança, apenas se arrasta.

Para se conquistar a autoestima é preciso ter a coragem de encarar as origens de quando ela nos falta.

E isso está principalmente nos primeiros anos de vida, que poucos se mostram capazes de encarar de forma realista.

Pessoas que se acham feias, que sofrem bulling, pessoas pobres ou que são vítimas de preconceito pela cor ou raça tendem a se autoboicotar.

Quando são alvo dessas maldades humanas, encolhem-se num canto, se escondem.

 

O Fim do Mundo

Embora hoje eu esteja acima do peso, quando eu era criança eu era muito magro. Lembro-me de que havia um garoto mais novo do que eu que me chamava de magrelo o tempo todo, de forma bem escrachada e debochada.

Sabe o que eu fazia? Em vez de reagir, eu procurava não ir aos lugares onde eu sabia que iria encontrá-lo.

A Festa de Fim do Mundo

Isso acabou me perturbando até o início da minha adolescência e me fez perder alguém que poderia ter se transformado no maior amor da minha vida. Era uma colega de escola que o tempo todo mostrava interesse por mim, mas eu a achava bonita demais para acreditar que ela estivesse a fim. Eu até conto isso no primeiro livro que eu publiquei, A Festa de Fim do Mundo. O mais irônico é que ela era magra também, mas era linda demais.

Baixa autoestima provoca vícios e manias

Você somente supera esse tipo de coisa quando não se deixa aprisionar pela falta de autoconfiança e busca um projeto para a sua vida, uma razão para sair em busca da felicidade. Em resumo: uma razão de viver.

 

Não adianta o que dizem a você. De nada adianta dizerem que você é bonita se você se acha feia. Ou criticarem os preconceitos se você não se preparar para enfrentá-los.

Em vez de encararem e tentarem resolver sua baixa autoestima, as pessoas procuram disfarçá-la e adquirem vícios. Um deles é o consumismo exagerado, o impulso de comprarem roupas, sapatos, bolsas, mesmo sem poderem. De amar mais as coisas do que as pessoas, que passam na verdade, essas pessoas, a serem usadas para que as coisas sejam compradas.

É o culto exagerado à aparência, que, cedo ou tarde, se esvai. É um valor efêmero. E certamente varia até no dia a dia. Uma hora você está se sentindo bonita(o), daqui a pouco se acha feia(o). Resta saber se está mesmo ou se é esse culto exagerado à aparência que está mexendo com a sua cabeça.

Pessoas que tem baixa autoestima se acham inferiores a todo mundo. Então, nem sempre procuram a melhor saída. Podem apenas fingir que estão bem, situação em que normalmente falam o tempo todo: “Estou ótima(o), estou feliz, estou maravilhosa(o)”. Quem realmente está não tem necessidade de falar isso o tempo todo.

Você gosta de você ou só tá fingindo

Um sintoma da baixa autoestima é a mania que a pessoa tem de ficar o tempo inteiro se comparando aos outros. Quem tem autoestima não sente essa necessidade.

Enfrentar é a solução

Pessoas com baixa autoestima normalmente são acovardadas e acomodadas. Acovardadas porque não têm coragem de se encarar, e acomodadas porque acabam não tomando as iniciativas indispensáveis para sair do lugar.

Algumas pessoas curam-se da baixa autoestima dispondo-se a enfrentá-la. Mas quem não tem coragem de fazer isso pode precisar de terapia. Só que também para isso é preciso ter coragem, pois terapia significa passar a identificar e a enfrentar seus fantasmas, que estão escondidos no subconsciente.

Tanto que tem muita gente que reluta em ir à terapia. E tem gente que vai nas primeiras sessões e depois não volta mais.

Porque é muito fácil enfrentar os outros, dar uma de valentão ou de valentona, inventando desculpas escorregadias, mentindo ou debochando.

Quero ver é enfrentar a si mesmos. É como dar um mergulho no subconsciente.

Então, fique atenta(o) à sua disposição para curar sua baixa autoestima.

Porque ninguém tem culpa dos seus fracassos, a não ser você mesma. Ou você mesmo.

 

 

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