Religião destrói a sexualidade e torna a sociedade doente

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Sei que vou aqui contrariar muitas pessoas e até irritar muita gente, principalmente os fanáticos.

Mas eu não estou aqui para ser hipócrita e muito menos para colocar minhoca na cabeça das pessoas.

Evidentemente, todos têm o direito de frequentar religião e até de acreditar em tudo o que elas dizem.

Mas existem pessoas que ao entrarem nos templos religiosos deixam o cérebro de fora.

As religiões se baseiam fundamentalmente em dois pilares: o medo e a noção de pecado.

O que enche os templos religiosos não é o amor, mas sim o medo: medo de pecar, medo de morrer, medo de ir para o inferno, medo de não ser perdoado em razão dos “pecados” cometidos, medo do “juízo final”.

Se não houvesse o conceito de “pecado” as religiões passariam a não ter mais sentido.

É lógico que não estamos defendendo aqui a imoralidade antissocial, a devassidão total e coisas como violência e tudo o que a sociedade entende como “errado”.

Mas “errar” é uma coisa, e “pecar” é outra. “Errar” é algo que a nossa própria consciência, na convivência em sociedade, diz que não está certo fazer.

“Pecar” é algo que as religiões nos dizem que é pecado, e aí passamos a absorver essa noção para sublimar desejos, sufocar prazeres e nos “arrependermos” até do prazer.

As consequências disso tudo você vê neste vídeo. Ou continue lendo logo abaixo.

Sendo assim, todos sabem que é errado roubar, mas para algumas religiões não é apenas “errado”, mas sim “pecado”, por exemplo, fazer sexo antes do casamento.

Certo dia eu assisti na internet ao depoimento de uma jovem que evitou se casar e até mesmo ter relacionamentos amorosos porque lhe disseram que ela só poderia se relacionar com a “pessoa que fosse da vontade de Deus”.

Ela começou a se revoltar intimamente contra isso, mesmo sem admitir para os outros, quando já estava com mais de 30 anos de idade e percebeu o quanto gostaria de ter se casado e o quanto isso poderia lhe ter feito bem.

Devido à inquietação sexual própria de quando ela era ainda bem jovem, procurou sempre sufocar todos esses desejos e acabou se relacionando com alguns rapazes mas sempre com o pensamento de que estava agindo errado, o que frequentemente, ou todas as vezes, a levava a se arrepender ou a se censurar.

Ou seja, ela ficou submetida a dois sufocamentos: sufocou o desejo sexual, e depois ficou sufocada com a noção de pecado e de arrependimento por ter cedido a esse desejo.

Os fanáticos religiosos parece se esquecerem de que a vontade de Deus é a felicidade das pessoas.

E uma pessoa sufocada não está feliz.

Então a diretriz na nossa vida tem que ser uma só: até onde eu não firo, não machuco, não agrido, não faço ao outro o que ele não quer, eu estou agindo certo.

Se um homem estupra uma mulher, ele a está forçando a uma relação, está indo contra a vontade dessa pessoa, está agredindo, ferindo, machucando essa pessoa, tanto moral como fisicamente.

Da mesma forma, se eu obrigo uma pessoa a se casar comigo, sem que ela queira, eu estou errando, porque estou desrespeitando a vontade dessa pessoa.

Mas se as duas pessoas querem, se desejam se relacionar, desejam consumar o ato sexual, independentemente de estarem ou não casadas, impedir ou impedir-se de fazer isso se chama repressão, falso moralismo, hipocrisia.

Todas as religiões têm seu lado repressor, mas o grau de hipocrisia se torna explícito quando uma religião diz que padre não pode se casar nem praticar sexo, e vários deles se revelam pedófilos, ou quando se descobre no porão de determinados templos alguns fetos abortados por freiras que praticaram sexo às escondidas com os padres ou até com os “santíssimos” bispos.

Ou quando se diz que Deus disse que não se pode matar, mas pessoas são mortas acusadas de serem “bruxas”, com o emprego inclusive de métodos altamente cruéis, como na Inquisição, que ainda alguns têm o cinismo de chamar de “Santa Inquisição”.

Quantos canalhas, quantos corruptos, quantos desonestos, você já ouviu invocar o nome de Deus?

Então, quando citam a Bíblia, parecem se esquecer fundamentalmente do princípio de “não usar o nome de Deus em vão”.

O que faz mal à sociedade não é o sexo praticado com prazer por ambos os parceiros, mas sim a hipocrisia, a repressão, a noção doentia de “pecado”, a frustração, a sublimação dos desejos.

Uma relação a dois com desejo e amor, se realmente houver amor e desejo de ambos, não se desgasta com o tempo, como se costuma dizer. Muito pelo contrário: quanto mais os parceiros sexuais se conhecem, quanto mais aumenta a intimidade, mais podem aumentar as brincadeiras, as descobertas, as variantes.

Basta ter pelo menos um pouco de criatividade. E não se esquecer de que relação sexual não é só a penetração, mas também o carinho, os beijos, os estímulos, as preliminares, as variantes e as descobertas.

Mantido o clima erótico, em que ambos permanecem limpos, cheirosos, sutilmente atraentes o tempo todo, a união pode se transformar num mar de delícias.

É lógico que precisa haver reciprocidade, porque nada mata mais um casamento do que o amor não correspondido. Porque aí começam a surgir os problemas…

Quanto às religiões, que ensinem as pessoas a serem honestas, dignas, caridosas, quando é o caso.

Mas não se metam a falar sobre sexualidade.

Porque aí a dita humanidade vai ter mais chances de ir sendo curada aos poucos.

Ou você acha que uma pessoa feliz sexualmente, não reprimida, sem fanatismos e sem encucações a partir de noções hipócritas de pecado vai querer estragar essa felicidade cometendo alguma besteira?

Quem é feliz não quer ver ninguém infeliz.

Essa é a principal bandeira que tem que mover o mundo.

Mas quem vive com a cabeça cheia de minhoca vai acabar parando logo debaixo da terra, mesmo achando que ainda está vivo.

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