Vida sexual saudável… Você tem?

Vida sexual saudável... Você tem?

Você se importa com a vida sexual dos outros?

E com a sua vida sexual, você se importa?

Pode até ser isso, e aliás é até provável que seja: você está tão insatisfeito com a sua vida sexual que fica se importando com a vida sexual dos outros.

Vejamos algumas das manchetes publicadas recentemente:

Leonardo Vieira faz desabafo sobre homofobia e preconceito: “Nunca escondi minha sexualidade”

Michael B. Jordan responde comentários sobre sua sexualidade: “Cresçam!”

Intolerância nas redes sociais rompe as razões da sexualidade e da cor

Ator de Mentes Criminosas se irrita com rumores sobre sua sexualidade

Luan Santana impõe condição para perdoar Record após insinuações sobre sexualidade

É lógico que isso não é nem um décimo do que sai publicado diariamente sobre a sexualidade dos outros.

Assista ao vídeo a seguir ou, se preferir, continue lendo mais adiante.

Agora, depois que foi noticiado que o ministro do STF morreu num avião que caiu a caminho de Paraty, tem muita gente mais preocupada em saber se o ministro, que por sinal era viúvo, mantinha ou não relações sexuais com uma das passageiras. E os dois morreram no acidente. Imagine se estivessem vivos.

Pois é, a partir desse episódio, torna-se evidente que a curiosidade em relação à vida dos outros já adquiriu até uma feição mórbida, pois não estão se preocupando apenas com os vivos, mas também com os que já morreram.

É lógico que isso é uma das decorrências da repressão sexual, mas em alguns casos passa de qualquer limite.

E é lógico que a pessoa que desfruta de uma vida sexual saudável não se preocupa com a vida sexual dos outros.

E quando falamos saudável não vai aqui nenhum tipo de preconceito no sentido de classificar essa vida sexual conforme parâmetros próprios, mas sim saudável no sentido de estar feliz com o sexo que pratica e se consegue dar e receber amor nessa relação.

E é isso o que basta para se falar em vida sexual saudável: uma troca em que ambos se sentem felizes, independentemente de sexo, cor, características físicas ou preferências sexuais.

Um dos temas mais frequentes nesse tipo de curiosidade em relação à sexualidade dos outros continua sendo a homossexualidade, ou seja, a  homofobia não se revela apenas por atos físicos violentos, mas sim pela fixação em saber se o outro ou a outra é “gay” ou “hétero”.

Nos vídeos que postamos semanalmente neste canal, o maior índice de comentários bizarros, agressivos ou mesmo ofensivos refere-se exatamente a temas como homossexualidade e sexualidade dos outros, como quando observamos que a sexualidade de um político é questão pessoal desse político, pois o que interessa é saber se ele é bom ou mau político, se faz ou não uma boa administração, se é honesto e se cumpre o seu dever de servir bem à comunidade ou ao país que está governando.

Mas para algumas pessoas, saber se fulano ou fulana é gay é mais importante do que saber se ele ou ela, como agente público, desempenha adequadamente o seu papel.

Assim como tem mais gente querendo saber se o ministro do Supremo tinha uma convivência íntima ou não com uma das passageiras ou se houve de fato um acidente ou um atentado.

É lógico que o setor da Imprensa sensacionalista alimenta esse tipo de noticiário, e se alimenta é porque interessa, porque as pessoas procuram, porque as pessoas estão muito ligadas.

E também até as vítimas desse noticiário acabam alimentando isso, na medida em que ficam dando satisfações sobre sua vida sexual.

Neste ponto está correto o Michael B. Jordan, quando responde aos comentários sobre sua sexualidade com uma simples palavra: “Cresçam!”. O que significa dizer: “Metam-se com as suas vidas”.

Porque quando é que temos que nos preocupar com o que os outros fazem quando praticam o sexo?

Quando cometem algum tipo de violência, como o estupro, caso em que efetivamente têm que ser levados à Justiça para serem devidamente julgados e, se for comprovada a prática criminosa, condenados.

Da mesma forma que quando agridem alguém por suas preferências sexuais, caso em que também está sendo praticado um crime.

O curioso é que os homofóbicos, por exemplo, se acham inocentes quando agridem, mas consideram culpados os que praticam sexo de uma forma que não lhes compete julgar ou se intrometer.

Diante de quadros como esses, está na hora de a sociedade saber distinguir quem são os verdadeiros doentes.

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