Jovens demonstram muita ignorância em relação a sexo

drogado

Embora exista o sentimento de que vivemos numa era “moderninha”, os fatos comprovam: sexualidade entre jovens ainda é tema repleto de desinformação.

É inevitável reconhecer que a prática do sexo começa cada vez mais cedo, e essa passa a ser uma das razões. Parte-se para a prática antes de se conhecer o mínimo de teoria.

Basta assistir a programas televisivos. Há um de boa audiência em que uma “especialista em sexo” responde às perguntas dos jovens da plateia. O nível das perguntas serviria de roteiro para uma comédia.

Mas a situação ainda é mais séria do que se imagina. A desinformação também é um dos prováveis fatores para o aumento de casos de AIDS, mesmo depois de toda a campanha feita pelo governo para baixar esses índices.

Como os coqueteis para retardar os efeitos da contaminação vêm sendo progressivamente aperfeiçoados, o espectro da morte fica mais distante e as pessoas se tornam mais irresponsáveis.

A questão é que, embora possam prolongar a vida, esses coqueteis têm efeitos colaterais, alguns deles terríveis, a ponto de algumas pessoas pararem de ingeri-los e acabarem ficando doentes.

Reside aí outra desinformação. Contaminação pelo HIV é uma coisa. AIDS é outra.

A contaminação ocorre e os sintomas iniciais se manifestam e depois desaparecem. Isso leva muitos jovens a não levarem a sério esses sintomas e a acharem que não foram contaminados.

Essa contaminação na verdade já pode ter ocorrido e, a partir daí, a transmissão do vírus já passa a ocorrer.

Mas esse vírus pode ficar no organismo por mais de dez anos e a pessoa não pegar AIDS. É bom repetir: mesmo assim o virus irá se propagar e contaminar os parceiros e as parceiras no caso de relação sem proteção.

A AIDS propriamente dita, com todos os seus terríveis efeitos, surgirá após esse longo período. Enquanto isso, devido à necessidade de se manter a ingestão de coqueteis de medicamentos, há uma expressiva queda na qualidade de vida, com o surgimento de enjôos, dores de cabeça constantes e outros sintomas mais incômodos.

Outro reflexo da falta de informação entre os jovens está no consumo cada vez mais abusivo das pílulas para disfunção erétil (impotência sexual) numa idade em que elas normalmente não são necessárias.

A menos que padeça de alguma doença grave, que dificulte a ereção, ou faça uso excessivo de drogas (o que inclui o álcool), o jovem normalmente não tem nenhuma razão para valer-se de medicamentos que ajudem a obter e a manter a ereção.

Mesmo homens em idade adulta mais avançada, caso mantenham a saúde em dia, boa alimentação e níveis desejáveis de hormônios (como testosterona) podem manter uma vida sexual normal sem o uso dessas pílulas.

Evidentemente, a frequência das relações normalmente decresce com o avanço da idade, mas hoje há como prolongar cada vez mais uma vida sexual saudável, inclusive com produtos naturais, manutenção de índices de vitamina no organismo, exercícios físicos e, conforme já foi assinalado, alimentação saudável.



No caso dos jovens, o uso e abuso desses medicamentos decorre da ansiedade provocada exatamente pela falta de informação ou pela necessidade de demonstrar desempenho sexual acima das expectativas, para “impressionar”.

Registre-se ainda que um jovem que, até por desinformação, tenha “medo” de ser impotente, não deve esperar cura dessas pílulas. Elas apenas aumentam o fluxo de sangue para o pênis, ajudando a obter e a manter a ereção por algum tempo.

E há efeitos colaterais devido ao uso dessas pílulas que podem incomodar bastante, sem contar os malefícios para o organismo.

Informação é algo que hoje se encontra com muita facilidade. Com o advento da internet basta saber procurar as fontes fidedignas para localizar todo tipo de informação esclarecedora sobre qualquer assunto.

Como tudo na vida, sexo e sexualidade também exigem boa dose de informação, para se transformarem em algo mais prazeroso e sadio. Basta procurar com critério. Verifique a respeitabilidade dessas fontes e mantenha-se informado (a) sempre.

casal lendo

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