Esconder a sexualidade é risco para os inocentes

Esconder a sexualidade é risco para os inocentesA sexualização das crianças é condenável. Mas transformar a sexualidade em algo anormal ou indecoroso pode trazer muitos riscos. Os hipócritas nunca irão admitir, mas esconder a sexualidade é risco para os inocentes.

A mesma sociedade que aceita e até incentiva modismos e programas televisivos que sexualizam prematuramente as crianças se mostra contra a educação sexual nas escolas.

E toda essa visão conservadora acaba tendo reflexos negativos também na pré-adolescência e na adolescência. Ou seja: esconder a sexualidade é risco para os inocentes e para os que já não estão mais na idade de serem tão inocentes assim.

Moral nas aparências

Essas pessoas, aparentemente defensoras da moral e dos bons costumes, sempre argumentam que educação sexual nas escolas seria um atentado à família e outras bobagens desse tipo.Esconder a sexualidade pode fazer de vítima os inocentes

Não se dão conta, ou fazem questão de ignorar, em consequência de fanatismos religiosos ou por hipocrisia, que crianças que são levadas a se manterem alheias a qualquer esclarecimento sobre sua sexualidade se tornam muito mais vulneráveis à ação de tarados sexuais.

E esses tarados se aproveitam dessa inocência para ludibriar e atrair crianças para praticar seus crimes hediondos.

Sexualidade é processo natural

Sexualidade é processo naturalUma coisa é urgente e necessário entender de uma vez por todas. E ao dizer isso eu me dirijo aos fanáticos e aos hipócritas: a sexualidade começa a aflorar a partir de determinada idade, conforme vamos ver daqui a pouco.

E isso não depende da vontade desses fanáticos e hipócritas. Por mais que eles queiram manipular as crianças, jamais conseguirão manipular a natureza. E se arriscam a admitir tarde demais que esconder a sexualidade é risco para os inocentes.

Freud sempre explicou

Para quem não sabe, o desenvolvimento sexual já começa a aflorar desde que o bebê suga o peito da mãe, ao mamar.Quando esconder a sexualidade Freud explica

É óbvio que é uma sexualidade caracterizada pela inocência e foi identificada por Freud ainda no século 19.

Ao mamar, o bebê sente prazer, o que dá origem à chamada fase oral, na qual a criança começa a levar tudo à boca.

Por volta dos dois anos de idade, os bebês começam a controlar as chamadas vontades fisiológicas.

Podem começar a largar as fraldas, pois não vão mais sujá-las. E já aos três ou quatro anos de idade começam a perceber uma sensação agradável ao tocarem nas partes íntimas.

Quando esconder a sexualidade resulta em brutalidade

Quando esconder a sexualidade resulta em brutalidadeNão há nada mais brutal e inconcebível do que punir um menino que toca no próprio pênis ou uma menina que demonstra curiosidade pela vagina.

Basta dizer a eles que aquele toque, que, por enquanto é marcado pela curiosidade, faz parte da vida pessoal da criança. E que, portanto, não convém que esses toques sejam praticados em público, na frente de outras pessoas.

Reprimir a criança, muitas vezes de forma violenta, com tapas nas mãos ou até palmadas severas e castigos, é atitude que irá se refletir negativamente na vida adulta dessa criança.

Se você acha que eu estou exagerando, basta ver o grande número de adultos que têm dificuldades de relacionamento e bloqueios em relação à sua própria sexualidade.

Criança quer saber sempre

É também nessa fase que meninos e meninas começam a descobrir as diferenças entre os dois sexos. E, obviamente, a curiosidade aumenta.Quando esconder a sexualidade eles descobrem

Se meninos e meninas sempre foram educados sem repressão, começam a ficar à vontade para fazer perguntas aos próprios pais.

Se são reprimidos, começam a tentar descobrir sozinhos ou na companhia de pessoas que podem não estar preparadas ou que até podem se aproveitar dessa situação.

Esconder a sexualidade é risco para os inocentes

Esconder a sexualidade é grande risco para os inocentesÉ lógico que todas essas fases da vida terão um bom resultado em termos de sexualidade saudável se essas crianças conviverem com pessoas saudáveis também.

Ou seja: adultos que são esclarecidos, que não acham que mentir ou enganar é a saída para as perguntas tidas muitas vezes como embaraçosas.

É preciso, afinal, levar em conta que, se a criança está perguntando, chegou a hora de receber as respostas.

Em vez de mentir ou de enganar, basta responder na linguagem adequada, sem apelar para vulgaridades ou fantasias que só vão gerar confusão ou descrédito diante da criança, que se sente enganada.

Mais informados do que nunca

Algo que muita gente se esquece é de que, nos dias de hoje, as crianças têm muito mais acesso a todo tipo de informação do que há poucos anos atrás, quando o índice de repressão era ainda maior.Mais informados do que nunca

Se você mente para uma criança sobre questões sexuais, ela pode ficar mais vulnerável. E, se descobrir que você mentiu, ela passa a lhe encarar como uma pessoa em quem ela não deve acreditar nem confiar.

Diz o ditado: confiança é como folha de papel. Depois que amassa, nunca volta a ser igual.

Aprender tem que ser desde cedo

Aprender tem que ser desde cedoEspecialistas em sexualidade começam a defender que a educação sexual deveria começar já no ensino pré-escolar. Mas encontram resistência por parte dos que insistem em buscar chavões e em alimentar preconceitos com base em visões retrógradas.

É interessante observar, segundo já mostramos em recentes artigo e vídeo, que até o Papa Francisco destacou, em pronunciamento, a importância da sexualidade na vida das pessoas.

Foi mais um contraponto do Papa à visão conservadora da Igreja, uma das que contribuem, com seus dogmas, para lançar um manto de mistério e noções distorcidas de pecado acerca de um tema quer faz parte da vida de todos os seres vivos.

É como se ignorar fosse mais importante do que saber. Ou, dito de outra forma: como se a ignorância fosse mais valiosa do que o conhecimento.

Preparar para educar e educar para preparar

Obviamente, pela importância do tema, a educação nas escolas tem que ser atribuída a pessoas preparadas. Isso vai na contramão da visão retrógrada e conservadora que vem sendo cada vez mais apregoada no Brasil de hoje.mundo de aprendizado

Muitos argumentam que esse preparo por parte do corpo docente é muito precário. Isso é uma falácia. E, se fosse verdade, bastaria a vontade de corrigir possíveis fragilidades.

Além disso, não custa lembrar que poucos pais e mães estão preparados ou dispostos a encarar essa responsabilidade.

Repúdio à ignorância

Criança aprendendoEm recente manifestação, a Universidade Federal de Alagoas divulgou nota de repúdio denunciando a perseguição, por parte do atual governo, de pesquisadores nas áreas de gênero e sexualidade. E, ainda, as pesquisas sobre ditadura.

Nessa nota, a UFAL afirma que os cursos de graduação em História daquela universidade repudiam, de forma veemente e indignada, a perseguição à pesquisa no país empreendida pelo Palácio do Planalto e sua base política de apoio, que, além de expor e atacar pesquisadores e projetos de pesquisas que refletem a criticidade e a pluralidade de objetos e perspectivas de estudos existentes na área de História, visa também extinguir e/ou enfraquecer os dois principais órgãos de fomento e promoção da pesquisa e da formação em nível superior existentes no país, quais sejam: a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

A nota é extensa e não caberia aqui reproduzi-la na íntegra. Mas vale lembrar que não é uma manifestação isolada, tendo em vista os constantes pronunciamentos da classe acadêmica contra os desmontes que vêm sendo anunciados e promovidos pelos órgãos governamentais encarregados de gerir a educação e a cultura no Brasil.

Vale lembrar, no entanto, que situações como essas têm dimensão maior do que muitas vezes supomos.

Para se libertar do ódio

Pessoas saudáveis amorosamente, que não padecem de traumas e conflitos sérios em sua sexualidade, normalmente nunca pregam o ódio.

Vídeo Esconder a sexualidade é risco para os inocentes
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São, como se diz popularmente, pessoas resolvidas, que se sentem felizes. E que, por isso mesmo, não torcem pela infelicidade de ninguém.

Já as vítimas de pais repressores, que se tornam muitas vezes recalcadas e problemáticas, tendem a se sentirem infelizes e a descarregarem esse sentimento de frustração ou de infelicidade nos outros.

Vamos unir forças para que, em benefício das crianças e dos jovens, a quem o futuro pertence, a pesquisa, o conhecimento, a educação, a cultura e o esclarecimento sejam valorizados, em vez da ignorância.

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