O que excita homens e mulheres. E por que

Mulheres vestidas de enfermeiras e homens vestidos de médico. Fantasia de empregada doméstica ou homem de farda. Roupa de colegial  ou de comissária de bordo.

Esses são alguns dos fetiches que têm mais sucesso, não só nas lojas como em alguns filmes.

Mas existe também um dado curioso num país que lê muito pouco: até os livros podem despertar o desejo sexual.

E a ciência explica fenômenos como esse, pois é a imaginação e a fantasia que ativam a produção de hormônios do prazer no cérebro.

O que excita dá lucro

Quem não se lembra do sucesso de 50 tons de cinza? O filme eu confesso que achei ruim e chato, o que me desmotivou a ler o livro. Mas ele mexeu com muita gente. Principalmente com as mulheres. A estimativa é de que o enredo sadomasoquista acabou atiçando também o público masculino, e a venda de acessórios para quem gosta desse tipo de fantasia aumentou em 35 por cento em 2012, data de lançamento do livro. A indústria do erotismo aproveitou o embalo para lançar novas linhas de chicotes, algemas, lingeries de couro e até as famosas vendas para os olhos.

Mas é lógico que a fantasia não estimula apenas os sadomasoquistas. O universo é imenso e inclui transar em lugares inusitados, como elevadores e escadas. E quem não se lembra das famosas transas nos aviões, tanto nas poltronas de passageiros como até no banheiro apertado de um avião? Coisa mesmo de filme.

Sexo com estranhos

Há quem goste de se imaginar fazendo sexo com algum conhecido ou conhecida, mas com quem nunca tenha tido nenhum envolvimento. Vizinhas e vizinhos, colegas de escola ou do trabalho e professores estão na imensa lista. Ver duas mulheres transando, segundo uma pesquisa feita no Canadá, excita o dobro de homens em relação às mulheres. Quase a mesma percentagem de público consiste em se imaginar fazendo sexo com um estranho ou com uma estranha.

Uma tendência detectada pela indústria cinematográfica é que a maioria, tanto de homens como de mulheres, considera fundamental que os filmes eróticos e mesmo os pornôs tenham uma história, um enredo. O prazer do homem continua mais visual. O da mulher tende a ser mais ligado ao romantismo. Mas os filmes pornô começam a atrair mais também o público feminino, ao contrário do que sempre se imaginou, que esse tipo de filme não era muito do gosto das mulheres. Há quem prefira assistir aos filmes sozinho. E os que preferem a companhia do parceiro ou da parceira, para que o filme sirva de estímulo para a transa.

No que isso vai dar?

A questão é: que consequências isso causa nas pessoas, de um modo geral? E quais as motivações de quem gosta desse tipo de entretenimento? Existem pessoas tímidas e reprimidas que têm dificuldade de relacionamento e se habituam a essas sessões para obter o famoso prazer solitário. E os casais que usam como recurso para esquentar uma relação antiga.

Na verdade os públicos são muito variados, ou na verdade tão variados quanto os perfis humanos. Ler um livro ou assistir a um filme erótico pode se limitar a provocar sensações de prazer por puro entretenimento que nem precisa obrigatoriamente ser sucedido de uma transa. Já o consumo de vídeos eróticos estaria mais ligado ao sexo pelo sexo.

A pergunta que naturalmente surge é quase sempre a mesma: até onde vai a definição de normalidade?

O que dita isso é basicamente o histórico do período em que se desenvolveu a sexualidade.

Questão de gosto

Apreciar os chamados vídeos pesados é uma questão de gosto. É preciso saber distinguir também sensualidade de pornografia. Filmes eróticos estão numa categoria como qualquer outra. Há quem prefira filmes de guerra ou filmes violentos. Gostar de violência seria mais normal do que gostar de sexo?

Quanto ao conceito de normalidade, o mais coerente seria considerar que apreciar o sensual ou o excitante está dentro da normalidade. Ultrapassa essa fronteira da normalidade quem substitui, poderia se dizer, o sexo com um ser humano verdadeiro por relações sexuais com objetos inanimados ou bonecas infláveis como se isso fosse uma relação sexual verdadeira.

Quem sente prazer com essa prática deve indagar-se a si mesmo(a) se precisa de ajuda. E não se deixar intimidar caso reconheça que sua educação repressora levou a esse tipo de opção ou preferência.

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