Aprender a amar é possível?

Aprender a amar é possível?Se aprender a amar é possível?

Bom, a resposta tanto pode ser sim como não.

Vamos explicar.

Você nasce uma pessoa livre de sentimentos negativos, como rancor, ódio, medo, e vai adquirindo isso aos poucos, na medida em que convive com pais, professores, religiosos, colegas, amigos. Muita gente pode deixar essas marcas em você.

Quer ver uma coisa: por que nós precisamos ter muito cuidado com as crianças? Porque elas não têm nem noção de perigo e, portanto, não sentem medo. Se a criança pequena chegar na janela de um edifício num andar bem alto ela não vai ter medo nem da altura e temos que ter até cuidado em retirar ela de lá, se não ela vai acabar caindo.

É lógico que o medo, nesse caso, associado ao perigo, é um sentimento que acaba nos protegendo, porque se não tivéssemos medo nós faríamos muita coisa que nos mataria, como pular do vigésimo andar de um prédio.

Mas o medo também, em outras situações, limita as nossas ações que podem nos beneficiar.

(Assista ao vídeo ou continue lendo logo abaixo)

Por exemplo: se temos medo de nos aproximar de uma pessoa pela qual estamos apaixonados, e até de falar com ela, é lógico que vai ser muito mais difícil conquistar essa pessoa. E se o medo for muito forte e incontrolável pode até impedir completamente essa conquista.

Mas assim como o medo pode ser positivo ou negativo (positivo quando nos protege e negativo quando limita as nossas ações até a nosso favor), existem vários outros sentimentos que vão surgindo e que acabam se refletindo na nossa personalidade.

É lógico que você conhece, por exemplo, pessoas que são tímidas, e outras que são extrovertidas. Conhece pessoas que são carinhosas e outras que são demasiadamente frias.

Cada um é de um jeito, porque cada um de nós teve uma vivência diferente.

Tem gente que teve pais severos, rígidos e até agressivos. E teve quem foi criado por pais carinhosos, calmos, pacientes e compreensivos.

E mesmo pessoas que foram educadas pelos mesmos pais podem ser diferentes, quando esses pais tratam os filhos de modo diferente, mostrando preferências que ficam muito evidentes para os próprios filhos e que às vezes os próprios pais não enxergam ou não querem enxergar.

E isso é muito mais comum do que se pensa.

São essas vivências que vão moldando aos poucos a nossa personalidade, naquilo que o psicanalista Wilhelm Reich chamava de placas que vão nos tornando limitados, muitas vezes, em nossos sentimentos.

Então, essas placas que vão moldando os nossos comportamentos e os nossos sentimentos interferem de forma profunda em nossa personalidade.

E fazem com que a gente acabe, dependendo da forma com a gente foi criado, uma pessoa fria, insensível, que em última análise não sabe amar, perde a capacidade de amar, ou então não teve nem a chance de ganhar essa capacidade de amar; de conquistar essa capacidade.

Então a primeira coisa que você tem que perguntar a você mesmo é se o obstáculo em amar está em você mesmo (aqui, é lógico, falando tanto em mulher como em homem, porque essas placas e esse reflexo na personalidade interferem em ambos os sexos, é óbvio).

E aí você me pergunta se é possível aprender a amar.

Bom, em princípio não. Porque se você já tem uma personalidade e um jeito de ser muito forte, muito consolidado, muito arraigado, vai ser preciso muito esforço e muitos anos de psicanálise para você se curar dessas suas limitações.

Vai ser preciso você conhecer você mesmo. Vai ser preciso você entrar num processo de autoconhecimento para ir se livrando aos poucos de todas essas carcaças. Vai ser preciso você encarar e enfrentar os seus próprios fantasmas.

E isso não é fácil.  Porque às vezes você pensa que os outros estão fazendo mal a você, mas é você que está fazendo mal a si mesmo. Ou a si mesma.

Se você se dispuser a isso, se estiver disposto ou disposta a enfrentar os seus fantasmas, para ir derrubando aos poucos essas barreiras ao seu sentimento, essas barreiras à sua sensibilidade, essas placas que foram formadas ao longo de toda a sua vida, aí você vai perceber que a questão não era exatamente que você não sabia amar, mas sim que essas barreiras impedem ou limitam a sua capacidade de amar.

E impedem até que você ame você mesmo ou você mesma.

E para amar uma pessoa é preciso que você se ame. Porque você não pode dar amor a alguém se você não ama a si mesmo, porque ninguém pode dar aquilo que não tem.

Então é lógico que, se você não tem amor, você não vai poder dar amor.

Bom, esse assunto é muito profundo e evidentemente não tem jeito de falar tudo num só vídeo.

Mas se você quiser conhecer mais sobre essas questões relacionadas a sexualidade, comportamento e relacionamento, leia os nossos artigos e acesse o canal Recado Secreto no Youtube.

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