Amor ou dinheiro, o que vale mais?

Amor ou dinheiro, o que vale mais?O cantor, pianista e compositor Freddie Mercury, uma das maiores celebridades do mundo do rock de todos os tempos, morreu em sua mansão de 9 milhões de dólares em Londres, ao lado apenas do pai e da mãe e se queixando de que nunca teve um grande amor na vida.

Tim Maia, um dos maiores talentos entre os cantores brasileiros, e também compositor, com seu gênio irascível, afastou muitos amores de sua vida e se desesperava com a solidão.

Em Hollywood, império do cinema americano, fama e fortuna é o que não falta, mas não falta também quem reclame da solidão, que muitas vezes é provocada exatamente em razão do excesso de fama e de fortuna. São homens e mulheres que tiveram muitos amantes, em relações em que muitas vezes o sentimento de amor não se fez presente.

Amores perdidos

Tim Maia era apaixonado por mulheres, e suas mais célebres canções falavam de amores perdidos e de mulheres que o traíram. O produtor musical Nélson Mota, muito amigo de Tim, conta que quando o visitava na solidão de um apartamento onde o cantor morava, Tim Maia muitas vezes implorava para que ele não fosse embora, tal era a agonia da solidão em que vivia.

Freddie Mercury era homossexual assumido e morreu de AIDS. Líder do grupo musical Queen, seu gênio musical mobilizava milhões de pessoas. Vendeu nada menos do que 100 milhões de discos em seus 20 anos de sucesso em todo o mundo, inclusive no Brasil, quando participou, em 1985, do primeiro Rock in Rio.  Morreu em 24 de novembro de 1991, aos 45 anos, com imagem acentuadamente debilitada devido à doença, muito longe da jovialidade que ostentava no palco.

Ele se manteve em isolamento por quase dois anos, após descobrir que estava com AIDS. Em entrevista ainda na fase de sucesso declarou sofrer da mais terrível forma de solidão, pois podia comprar tudo o que quisesse com sua fortuna avaliada em cerca de 50 milhões de dólares, menos o que mais desejava: uma relação amorosa estável.  Foi no Rock in Rio, com sua performance sempre impecável no palco, que uma multidão de fãs cantou junto com ele a canção Love Of My Life, não por coincidência, Amor da minha vida, que ele morreu sem ter conquistado.

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Solidão e fantasia

Em Tóquio, capital do Japão, mulheres solitárias chegam a gastar por mês milhares de euros para se verem em companhia de homens que cobram uma boa grana para elas viverem a fantasia de se sentirem amadas. São mulheres que se queixam de que os homens japoneses, muitos deles mais adeptos de sexo com bonecas infláveis, são frios e incapazes de demonstrar sentimentos. Por essa razão, o único jeito que elas encontram é simular esse carinho pagando fortunas. Mas, evidentemente, depois que saem dessas casas noturnas com shows regados a champanhe em meio a fumaças e luzes, sempre se dão conta de que tudo não passou de fantasia.

No mundo dito moderno as pessoas despertam para a ambição pelo dinheiro e tantas vezes se dão conta da falta de amor apenas quando sentem o peso da solidão. Evidentemente, existem as que são incapazes de amar, mas quem tem sentimentos sabe que a pobreza, embora cruel também tantas vezes, normalmente só pode ser amenizada pelo amor, desde que ele seja verdadeiro. E mais ainda: sabem que um casal que se envolve numa relação verdadeira com amor aumenta a sua capacidade de conseguir conforto financeiro pelo companheirismo que propicia atividades cujo sucesso muitas vezes depende de uma parceria bem sucedida e marcada pela cumplicidade, no bom sentido, e pela confiança mútua.

Sem hipocrisias

Quem acompanha nossos canais no Youtube e nossos sites sabe que em nenhum momento cultivamos repulsa pela estabilidade financeira propiciada pelo dinheiro. Não compartilhamos a hipocrisia de achar que pobreza ou riqueza levam sempre a um resultado positivo, da mesma forma que não condenamos a busca de uma relação em que haja conforto e estabilidade financeira. Mas ao lado disso temos a convicção de que amor em si já é riqueza e pode produzir riqueza, enquanto dinheiro, ainda mais em excesso, poucas vezes atrai amores verdadeiros, embora isso também não seja impossível.

Mas estamos obviamente conscientes de que Dinheiro no mundo existe bastante, talvez até em excesso, embora mal distribuído. O que existe mesmo é falta de amor. E que, se houvesse mais amor, todos poderiam viver melhor.

Portanto, se quer realmente contribuir para um mundo melhor, ame e procure sempre um amor verdadeiro. É a sua chance de conhecer a verdadeira riqueza.

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