Ejaculação precoce: terror dos homens, angústia das mulheres

ejaculação precoce

Se a dificuldade do orgasmo feminino pode provocar insatisfação na mulher e acaba afetando o homem, a ejaculação precoce que afeta o homem seguramente causa insatisfação na mulher. Segundo pesquisas recentes, a ejaculação precoce atinge cerca de 30 por cento da população masculina. Ela é caracterizada pelo fato de o homem ejacular antes de um minuto após a penetração, ou mesmo antes que a penetração ocorra. Esse tempo varia e alguns especialistas preferem estabelecer o tempo de dois minutos, baseando-se na média de que o homem adulto ejacula de 2 a 5 minutos após a penetração, ou mais demoradamente, é lógico.

Essas mesmas pesquisas concluíram que a mulher demora cerca de 12 a 15 minutos para atingir o orgasmo. Esse descompasso, no entanto, não pode resultar na conclusão de que o homem é um ejaculador precoce se não conseguir segurar a ejaculação até o momento em que a mulher atinge o clímax. Orgasmos simultâneos não são muito comuns, e há duas formas de resolver isso: dando mais atenção às preliminares, de maneira a excitar mais a mulher antes da penetração, ou então tentando prolongar o prazer da mulher após o homem ejacular, para que ela consiga o orgasmo em seguida.

A média entre 25 e 30 por cento de homens adultos que ejaculam antes do tempo desejado é um fenômeno mundial e deve-se – como em quase todos os casos de disfunção sexual – à ansiedade durante a prática do sexo. Nesse caso específico, a ansiedade surge exatamente em decorrência de o homem saber que irá ejacular rapidamente. E quando isso se torna freqüente a tendência é que essa ansiedade aumente ainda mais, diante da insatisfação demonstrada pela parceira. Caso não haja diálogo nem disposição de resolver essa dificuldade do homem, isso pode se transformar num sério problema conjugal.

A boa notícia é que há formas de tratar a ejaculação precoce, embora a sua origem ainda seja desconhecida. Há tempos atrás, chegou-se a aventar a hipótese de que o fenômeno ocorria devido ao hábito que os homens tinham de recorrer a prostitutas para se iniciarem sexualmente. Como não havia envolvimento afetivo na relação, o objetivo do homem era apenas o de chegar ao clímax logo após a penetração, até porque comumente não havia nenhuma preocupação com o prazer da mulher.

Com a crescente liberalização sexual, aumentou a tendência de que essa primeira relação acabe ocorrendo com uma namorada ou com alguém com quem o homem tenha algum tipo de relação afetiva. Mas isso aparentemente não contribuiu em nada para evitar que a ejaculação precoce continue ocorrendo, havendo a possibilidade até de que tenha se agravado, exatamente em razão de o parceiro estar preocupado em não decepcionar a mulher em sua primeira relação, ou até na primeira relação de ambos, como pode ser o caso.

Ocorre que a ansiedade é a causa mais comum, mas pode não ser a única. A ejaculação precoce pode afetar também homens com depressão ou transtorno bipolar, além dos que sofrem de hipersensibilidade peniana, ou seja, maior sensibilidade no pênis, o que leva muitos deles a recorrerem até mesmo a pomadas de efeito anestésico na tentativa de diminuírem essa sensibilidade e, assim, retardar a ejaculação – o que não é recomendado por muitos estudiosos.

A ejaculação precoce também pode ser um fato circunstancial, ou seja, ela não ocorre sempre, mas em situações específicas. É o caso dos homens inexperientes, que estão dando início à sua atividade sexual e que, por isso, habitualmente tendem a se tornar tensos nesse momento. Mas esses episódios também podem acometer homens maduros quando diante de uma nova relação, o que aumenta a preocupação e a ansiedade frente ao conhecido axioma segundo o qual “a primeira impressão” é a que mais fica. Em todas as situações, evidentemente, a solução pode ser buscada mediante técnicas de relaxamento e de preparo prévio para aquele momento. Afinal, preocupar-se em demasia somente vai piorar a questão.

O mecanismo de “funcionamento” da ejaculação precoce é comparável ao ato de urinar. Isto porque controlamos esse mecanismo mediante dois componentes do sistema nervoso central, o somático (que equivale ao ato voluntário) e o simpático (involuntário). Os bebês usam fraldas porque ainda não têm controle da urina até o momento em que aprendem a substituir o componente involuntário pelo voluntário. Ou seja: como não conseguem dominar esse controle, eles urinam involuntariamente. Quando o dominam, passam a ter controle sobre o ato de urinar. O esfíncter que controla esse processo tem que “aprender” a se contrair e a relaxar. Quando se contrai, segura a urina. Quando relaxa, o indivíduo consegue urinar.

O lado desvantajoso desse processo é que esse esfíncter costuma relaxar quando o indivíduo está nervoso ou tenso durante a relação sexual, o que acelera ou facilita a ejaculação. Compare com a urina: diante de uma situação tensa, a pessoa pode “urinar” de tanto medo, porque o esfíncter relaxa. O esfíncter é composto pela musculatura que se situa logo abaixo do colo vesical, envolvendo a uretra. Como acontece com toda musculatura, é preciso aprender a tensioná-la e a relaxá-la. O homem que domina esse processo consegue conter ou “segurar” a ejaculação por mais tempo. Exatamente por isso, parte do tratamento para se livrar da ejaculação precoce é constituído por exercícios, como veremos mais adiante.

Relaxar para não gozar

A questão agora, ao contrário de uma recomendação que tanto causou burburinho nos meios de comunicação, é aprender a relaxar para não gozar. Mas esse é o papel do homem, e não do esfíncter. Ele tem que aprender a não ficar tenso emocionalmente, a não se preocupar em demasia. Como o nervosismo e a tensão aumentam com o medo de ejacular rapidamente e causar, assim, a insatisfação da parceira, quanto mais o homem tenta parar a ejaculação, mais acaba provocando-a de forma mais rápida. Esse processo acaba se “somando”: a cada nova relação o homem vai ficando mais preocupado com a ejaculação precoce, agravando o quadro de forma progressiva.

Não se pode esquecer que o nosso corpo – todo ele – é comandado pelo cérebro. Ou seja: se é o esfíncter que controla a saída da uretra, é o cérebro que comanda a tensão e o relaxamento do esfíncter. As áreas cerebrais que controlam a ejaculação, na hipófise e no hipotálamo, dão o comando, respondendo adequadamente – ou não – aos estímulos sexuais transmitidos pelos órgãos genitais. Quando o cérebro manda o comando adequadamente, a ejaculação é controlada. Quando não há esse comando de forma adequada, o homem não controla a ejaculação. A ejaculação vai depender, portanto, de um fator: até que ponto o homem vai conseguir manter o controle desse mecanismo. Ele pode não manter controle nenhum e pode conseguir manter esse controle até um determinado limite, pois sempre haverá um ponto, é lógico, em que não conseguirá mais controlar. É preciso “aprender” a dominar esse processo.

 
total controle da ejaculação

 

 

O papel dos antidepressivos

Exatamente em decorrência disso, o uso moderado de antidepressivos (mediante receita médica, que é obrigatória) pode funcionar como uma das alternativas para o controle da ejaculação precoce, mas não é a única. Remédios para depressão têm esse efeito porque, ao aumentarem a quantidade de serotonina nos centros cerebrais do prazer, possibilitam a redução da ansiedade. Isso explica o fato de a maioria dos antidepressivos provocar, como “efeito colateral”, o retardo da ejaculação.

Mas é necessário estar atento para uma questão: como em qualquer tratamento, é imprescindível evitar a automedicação. No caso dos antidepressivos, ela acaba sendo evitada com mais facilidade, pois para adquiri-los nas farmácias é obrigatório apresentar receita médica, cuja cópia fica inclusive retida. Portanto, se o homem sofre de excessiva ansiedade e, em decorrência, convive com o problema da ejaculação precoce, uma das providências é ir ao médico, que determinará se é ou não o caso de prescrever um antidepressivo.

Conforme já se frisou, no entanto, existem outras soluções. Antidepressivos têm que ser usados com cautela, somente quando são realmente indispensáveis, até porque, como a grande maioria dos medicamentos, produzem efeitos colaterais que interferem na saúde do organismo.

Dentre essas alternativas estão os exercícios para aprender a dominar a ejaculação. Os exercícios consistem em provocar a excitação no homem até o ponto em que ele sente que vai ejacular. Quando chega a esse ponto, o estímulo sexual deve cessar antes que a ejaculação ocorra. Em seguida, repete-se o processo por várias vezes, como forma de “ensinar” o homem a dominar progressivamente o mecanismo da ejaculação. Para isso, evidentemente, é importante a participação da parceira, que pode provocar esses estímulos e, adicionalmente, demonstrar compreensão diante do problema enfrentado pelo parceiro, o que, indubitavelmente, concorre para um resultado positivo.

Parceiras que se irritam, que reclamam o tempo todo e que – em muitos casos – acenam até com o rompimento da relação, tendem a aumentar a ansiedade do homem e agravar a situação, prejudicando-o inclusive nas relações futuras, pois o problema irá reaflorar a cada nova relação. Mais uma vez pode-se comparar o incômodo da ejaculação precoce ao da dificuldade de orgasmo pela mulher: o diálogo, o entendimento, a afeição mútua, a disposição em ajudar um ao outro são de fundamental importância para obter bons resultados.

Há homens que tentam retardar a ejaculação procurando pensar em fatos alheios ao ato em si. Pensam num fato desagradável, numa partida de futebol, na sogra (hehehe… brincadeira) e em algo que os “distraia”, mas isso não proporciona muita eficácia, e, evidentemente, diminui o prazer. Há também a técnica do “aperto”: o homem é estimulado sexualmente e, quando sente que vai ejacular, ele próprio ou a parceira aperta suavemente a região próxima à glande por alguns segundos. Esse processo também pode ser repetido por várias vezes até que se obtenha algum resultado.

Quase todas as alternativas de tratamento devem estar condicionadas a algo que precisa balizar o comportamento de qualquer casal: diálogo, entendimento, troca de experiências, brincadeiras de como “conhecer o corpo” tanto de si próprio como do outro (brinque “de médico”. Afinal, você não fazia isso quando era criança?), para que – da mesma forma – o resultado seja comemorado por ambos, o que irá fortalecer cada vez mais o relacionamento.



2 comentários em “Ejaculação precoce: terror dos homens, angústia das mulheres

  • 08/06/2015 em 230220
    Permalink

    Ola eu sofri com ejaculação precoce por muitos e muitos anos da minha vida, eu era uma pessoa muito estressada e tinha meu dia muito agitado e quando chegava na hora H acabava com minha relação em poucos minutos, ate perdi minha antiga namorada…mas ainda bem que consegui a cura para meu problema. Hoje sou outro homem, completamente mudado…e desejo sucesso para todos os homens que estão com o mesmo problema que eu estava…

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